Projetos coordenados

2022 - Atual

Mudanças climáticas e a sociobiodiversidade amazônica: perspectivas da herpetofauna


Descrição: Nós propomos utilizar a herpetofauna amazônica como referencial de biodiversidade para entender e mitigar os impactos das mudanças climáticas globais sobre espécies e populações naturais Amazônicas, através de novas abordagens eco-evolutivas e socioambientais integrativas. A proposta concentra-se na interação com comunidades ribeirinhas, estabelecendo quatro objetivos com metas específicas: (1) desenvolver e aplicar uma ferramenta de análise do discurso sobre as relações entre biodiversidade e clima e suas alterações históricas e contemporâneas em comunidades e aldeias ribeirinhas (aplicada a comunidades tradicionais das bacias do Rio Negro e Araguaia, onde equipes proponentes possuem pontos de articulação e apoio já estabelecidos); (2) fortalecer e expandir práticas de monitoramento e manejo de ninhos e ovos de quelônios amazônicos realizadas nessas comunidades ribeirinhas com o objetivo de monitorar a qualidade termal e os impactos de incrementos de temperatura sobre a expressão fenotípica e genética de filhotes de quelônios amazônicos e sobre as práticas sustentáveis de manejo que as comunidades tradicionais desenvolvem, como o Turismo de Base Comunitária; (3) coletar e analisar dados de anfíbios e répteis amazônicos ao longo de gradientes ambientais para realizar modelagem preditiva dos impactos de mudanças climáticas na biodiversidade, com enfoque inovador que integra ecologia, fenótipos funcionais, genética e informações de reprodução e desenvolvimento (e assim transpor os conhecimentos adquiridos no objetivo 2 para a ampla escala regional da Amazônia e zonas de transição) e ; (4) a partir da análise de discurso do objetivo 1, desenvolver produtos de engajamento do público com a ciência envolvendo os resultados obtidos nos objetivos (2) e (3) junto a aldeias e comunidades ribeirinhas envolvidas na proposta e a setores envolvidos na tomada de decisões e políticas públicas em conservação, estabelecendo um modelo de transposição do conhecimento científico para comunidades locais que possa ser aplicado em diferentes localidades da região amazônica.
































2021 - 2025

História evolutiva, Ecologia e Conservação da Herpetofauna da Caatinga


Descrição: A Caatinga cobre cerca de 850.000 km , que representa cerca de 11% do território brasileiro. Ela ainda é um ambiente pouco amostrado, sendo sua riqueza muito subestimada. Para a herpetofauna, atualmente estão descritas cerca de 312 espécies, sendo 79 de lagartos, 112 de serpentes, 10 de quelônios, 3 Crocodylia, 98 anfíbios anuros e 3 Gymnophiona. Ainda, esses números devem aumentar muito, uma vez que 40% do Bioma nunca foi investigado, e 80% permanece sub-amostrado. A biota da Caatinga tem sido descrita na literatura como pobre, abrigando poucas espécies endêmicas, sendo portanto de baixa prioridade para preservação. Entretanto, estudos recentes têm mostrado uma realidade extremamente diferente. Durante as últimas décadas, a Caatinga foi ocupada de forma avassaladora por atividades agropecuárias e mesmo as projeções mais otimistas indicam que grande parte dos seus ambientes naturais desaparecerão dentro de algumas décadas. Modelos climáticos que incorporam as mudanças do uso da terra e a perda de hábitats predizem importantes alterações no ciclo hidrológico e do carbono, com profundos impactos sobre o clima da Caatinga. A interação entre mudanças climáticas e a perda de hábitats, aliada à negligência governamental com a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais da Caatinga, apontam para uma crise de perda de biodiversidade de grandes proporções, comprometendo seriamente a capacidade do Brasil de cumprir suas obrigações frente à Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB, assim como a capacidade da Caatinga de fornecer serviços ecossistêmicos para sustentar o desenvolvimento humano. Apesar da sistemática e da taxonomia serem a base para o estudo da biodiversidade, até recentemente a contribuição dessas disciplinas para a biologia da conservação esteve aquém das possibilidades. A conservação das espécies não é suficiente para a manutenção da diversidade biológica. O reconhecimento de populações como unidades biológicas para conservação envolve a distinção entre a existência de uma estruturação genética antiga ou recente. Ainda, o Bioma carece de informações ecológicas e revisões sistemáticas de espécies do mesmo. Estes estudos tornam-se necessários para formular uma biogeografia histórica do bioma, bem como para produzir subsídios para a preservação do mesmo. Os poucos esforços na amostragem, associados ao conjunto de grupos que claramente compreendem complexos de espécies ainda contribuem para que a biodiversidade desse bioma seja subestimada. O objetivo deste projeto é produzir e divulgar conhecimentos sobre ecologia e evolução da herpetofauna da Caatinga, de maneira a promover sua conservação. Especificamente, identificar padrões e processos da distribuição espacial e temporal da biodiversidade da Caatinga, definir estratégias e ações para promover a conservação e o uso sustentável e formar recursos humanos altamente qualificados em herpetofauna da Caatinga. Este projeto trata-se de mais um dos esforços do grupo de pesquisa Herpetologia do Nordeste, que vem desde 2008 trabalhando para gerar subsídios para o conhecimento da herpetofauna do Nordeste do Brasil, principalmente da Caatinga. Trata-se de uma iniciativa de longa duração, que envolve pesquisadores de pelo menos cinco universidade brasileiras (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Universidade de Brasília, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Estadual do Maranhão e Universidade Federal do Rio Grande do Norte), e duas universidades norte americanas (American Museum of Natural History e Auburn University at Montgomery).


2019 - 2024

Passado, Presente e Futuro da Caatinga: História, Ecologia e Conservação da Herpetofauna Frente às Mudanças Ambientais


Descrição: A biodiversidade da Caatinga é uma das menos conhecidas dentre os biomas brasileiros, mas estudos preliminares indicam que ela é tão rica quanto a de biomas florestais, que recebem muito mais atenção de agências e programas conservacionistas. Durante as últimas décadas, a Caatinga foi ocupada de forma avassaladora por atividades agropecuárias e mesmo as projeções mais otimistas indicam que grande parte dos seus ambientes naturais desaparecerão dentro de algumas décadas. Modelos climáticos que incorporam as mudanças do uso da terra e a perda de hábitats predizem importantes alterações no ciclo hidrológico e do carbono, com profundos impactos sobre o clima da Caatinga. A interação entre mudanças climáticas e a perda de hábitats, aliada à negligência governamental com a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais da Caatinga, apontam para uma crise de perda de biodiversidade de grandes proporções, comprometendo seriamente a capacidade do Brasil de cumprir suas obrigações frente à Convenção sobre Diversidade Biológica ? CDB, assim como a capacidade da Caatinga de fornecer serviços ecossistêmicos para sustentar o desenvolvimento humano. As instituições de pesquisa e de ensino superior da região nordeste são poucas e a maioria possui programas de pós-graduação ainda em fase de consolidação, apesar da grande demanda por recursos humanos qualificados. Além disso, existem poucas iniciativas de engajamento do público com a biodiversidade e os recursos naturais da Caatinga, bem como de informação para o setor público que ressaltem as ameaças impostas pelos padrões de uso da terra e mudanças climáticas. Nesse contexto, o Núcleo de Excelência Herpetologia da Caatinga irá mobilizar e agregar alguns dos principais Grupos de Pesquisa e instituições que investigam a herpetofauna da Caatinga, bem como Grupos de Pesquisa e instituições de regiões menos privilegiadas com investimentos em educação, ciência e tecnologia, mas que irão desempenhar papel estratégico na produção de pesquisa, formação de pessoal e transferência de conhecimento. O Núcleo de Excelência Herpetologia da Caatinga envolverá a colaboração de 11 instituições brasileiras (Instituto Butantã, Instituto Federal do Piauí, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Universidade de Brasília, Universidade de São Paulo, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Federal de Campina Grande, Universidade Federal de Sergipe, Universidade Federal do Piauí, Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e 4 instituições estrangeiras (American Museum of Natural History, Auburn University at Montgomery, Ohio University at Athens e University of California at Santa Cruz). Serão promovidos, sobretudo, (1) a produção de pesquisas de alto impacto científico e na fronteira do conhecimento, (2) a formação de recursos humanos com capacitação diferenciada e em diferentes níveis, (3) a melhoria da infraestrutura de coleções científicas e laboratórios, (4) a consolidação e a gestão de bancos de dados interligando camadas da biodiversidade, clima e uso da terra, (5) o engajamento público com a Ciência e a transferência de conhecimentos para a tomada de decisões pelo setor público..


Financiador(es): PRONEX/Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba/ Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico


Reportagens:


Portal B1


Governo do estado da Paraíba


Horizontes da Inovação


Fapesq - Fundação de Apoio a Pesquisa no Estado da Paraíba

Blog Chico Soares

Programa Panorama

Rádio Cenecista


Jornal A União


Instagram RAN/ICMBIO


Instagram FAPESQ-PB

Site FAPESQ-PB


Site ICMBio

Artigo Science

Giro MT

Instagram UFPB

Site UFPB

Correio Braziliense

Universidade de Michigan

https://www.instagram.com/p/C5BjfwXA6f7/

https://www.youtube.com/watch?v=XTXEqkyzpzo

Folha de São Paulo



2010 - 2013

Ecologia, sistemática e biogeografia da herpetofauna da Caatinga


Descrição: A Caatinga cobre cerca de 850.000 Km2, que representa cerca de 11% do território brasileiro. A Caatinga ainda é um ambiente pouco amostrado, sendo sua riqueza ainda muito subestimada. Para a herpetofauna, atualmente estão descritas para este bioma cerca de 173 espécies, sendo 47 de lagartos, 10 de anfisbenídeos, 52 de serpentes, 10 de quelônios, 3 Crocodylia, 48 anfíbios anuros e 3 Gymnophiona. Ainda, esses números devem aumentar muito, uma vez que 40% do Bioma nunca foi investigado, e 80% permanece sub-amostrado. A biota da Caatinga tem sido descrita na literatura como pobre, abrigando poucas espécies endêmicas, sendo portanto de baixa prioridade para preservação. Entretanto, estudos recentes tem mostrado uma realidade extremamente diferente. Apesar disso, estima-se que cerca de 30% de toda a área da Caatinga é coberta por áreas agrícolas, e levando-se em conta outros distúrbios, a área alterada pelo homem na Caatinga pode passar de 50%. Mesmo com todo este grau de ameaça, a Caatinga ainda é pobremente representada em unidades de conservação, sendo apenas 3,56% do bioma legalmente protegido por unidades de conservação federais, e destas, apenas 0,87% em unidades de proteção integral. Apesar da sistemática e da taxonomia serem a base para o estudo da biodiversidade, até recentemente a contribuição dessas disciplinas para a biologia da conservação esteve aquém das possibilidades. A conservação das espécies não é suficiente para a manutenção da diversidade biológica. O reconhecimento de populações como unidades biológicas para conservação envolve a distinção entre a existência de uma estruturação genética antiga ou recente. A análise filogeográfica a partir do DNA mitocondrial permite estabelecer uma relação entre a diversidade de espécies e a variação genética intraespecífica. Poucos estudos filogeográficos foram conduzidos na Caatinga. Ainda, o Bioma carece de informações ecológicas e revisões sistemáticas de espécies do mesmo. Estes estudos tornam-se necessários pa.

Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico



2008 - 2011

A herpetofauna de fragmentos isolados do Cerrado: conhecer para preservar


Descrição: Os isolados de cerrado ocorrem como ilhas dispersas no interior das áreas florestais da Amazônia e na porção noroeste, norte e nordeste do bioma. Nestas regiões, as comunidades de anfíbios e répteis apresentam uma grande quantidade de endêmicos locais ou regionais. Estas áreas são extremamente ameaçadas pela expansão agrícola, mineração, pecuária e queimadas. Um outro problema que ameaça estas áreas é a quase ausência de unidades de conservação que abranjam estas áreas. Por esse motivo tornam-se urgentes inventários sobre sua herpetofauna para indicar prioridades para sua preservação. Os principais objetivos deste projeto são: mapear áreas de endemismos de herpetofauna em isolados do cerrado, fornecer subsídios para propor estratégias de preservação destas áreas, e disponibilizar os resultados do projeto na internet. A amostragem da herpetofauna será feita através de armadilhas de interceptação e queda e coletas manuais. As regiões a serem amostradas são os Tabuleiros (isolados de Cerrado no nordeste do Brasil, geralmente encravados em fragmentos de Mata Atlântica) da Paraíba e Pernambuco, mais precisamente a Reserva Biológica Guaribas, a cerca de 60 km de João Pessoa e os Tabuleiros próximos ao município de Exu, em Pernambuco. Em um curto prazo, o conhecimento sobre a ocorrência de endemismos em isoaldos do Cerrado e o conhecimento da ecologia destas espécies servirá como um incentivo a mais para a criação e/ou inclusão destas áreas em unidades de conservação.


Financiador: Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba


2002 - 2003

Herpetofauna das Savanas Amazônicas: subsídios para sua preservação


Descrição: As Savanas Amazônicas ocorrem como ilhas dispersas no interior das áreas florestais da Amazônia. Nestas regiões, as comunidades de anfíbios e répteis apresentam uma grande quantidade de endêmicos ou espécies que, na Amazônia, só ocorrem nestas áreas abertas. Estas áreas são extremamente ameaçadas pela expansão agrícola, mineração, pecuária e queimadas. Um outro problema que ameaça estas áreas é a quase ausência de unidades de conservação que abranjam estas áreas. Por esse motivo tornam-se urgentes inventários sobre sua herpetofauna para indicar prioridades para sua preservação. Os principais objetivos deste projeto são: mapear áreas de endemismos de herpetofauna das Savanas Amazônicas, fornecer subsídios para propor estratégias de preservação destas áreas e disponibilizar os resultados do projeto na internet. Uma área a ser amostrada, é Monte Alegre, no Pará, onde existem vários enclaves de vegetação aberta. Esta área é bastante desconhecida do ponto de vista da herpetofauna, e foi considerada com prioritária para inventário no Workshop sobre o Cerrado e Savanas Amazônicas. Em um curto prazo, o conhecimento sobre a ocorrência de endemismos em áreas de Savanas Amazônicas servirá como um incentivo a mais para a criação e/ou inclusão destas áreas em unidades de conservação.


Financiador: Fundação o Boticário de Proteção à Natureza